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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Economizando nos presentes de natal.

Bom dia meninas!!

Achei esse tema muito bom para a época, afinal não sei vocês, mas eu tenho as amigas, 3 sobrinhos e 1 afilhada , pais, sogros e marido para presentear.
Isso porque não coloquei os amigos secretos. Esse ano um virtual, o do trabalho e o do ballet.

Se não soubermos economizar o 13º vai tudo embora.

Esse ano para os sobrinhos comprei livros com jogos, educativo e uma pechincha paguei 15,00 em cada um.
Para as amigas mas próximas é sempre uma lembrancinha, então comprei uma caixinha super fofa e colocarei trufas da Cacau show.
Para minha afilhada eu resolvi colocar a mão no bolso e dar um brinco que faz tempo que estou babando.
Agora para pais, sogros e marido estou na dúvida ....
Então que tal lermos esse post bem legal sobre como economizar e presentear??




1 – Faça uma lista e defina um orçamento

Fazer uma lista de presentes pode ser muito útil, porque além de te ajudar a se planejar com as compras, também facilita o planejamento do orçamento.
Você pode listar os “presentados” e colocar uma sugestão de presentes para cada um. Assim, você pode separar os grupos por loja ou tipo de loja onde pretende comprar e isso vai poupar tempo e dor de cabeça na hora das compras.
Com a lista, é possível comparar preços e também estipular um orçamento para essas compras. Defina um determinado valor e escolha presentes a partir deste valor, para que você não gaste além do que pode. Você pode também estipular um valor máximo a ser gasto no presente de cada um e somar, para ver se está de acordo com seu orçamento.

2 – Não deixe as compras para o último minuto

É importante também não deixar tudo para a última hora. Geralmente, quem compra com pressa acaba gastando mais ou até pagando um valor mais alto por um produto que normalmente custaria muito menos, afinal na hora da pressa você não tem muita escolha.
Alguns produtos acabam nas lojas e nos últimos dias todo mundo quer comprar presentes, então algumas lojas podem se aproveitar dessa demanda e aumentar os preços. Sendo assim, se não quer gastar demais, planeje e comece suas compras de fim de ano o quanto antes. Não deixe para dois ou três dias antes do Natal.

3 – Aproveite as promoções de fim de ano

Em novembro e dezembro algumas lojas e sites de compras coletivas já começam com as promoções de fim de ano. São descontos bons, em geral, mas é preciso ficar de olho – afinal algumas promoções podem ser enganadoras.Ao decidir comprar um item em promoção, pesquise o valor em outras lojas para se certificar de que não se trata de uma falsa promoção com um preço muito mais alto e um desconto que deixa o valor do produto igual ao preço do mesmo produto sem promoção em outras lojas.
Seja cautelosa para não cair na tentação de promoções “compre um e leve dois”, afinal nem sempre compensa levar esta quantidade de um mesmo produto e nem sempre fica mais barato comprar desta maneira. Então, fique atenta.

4 – Faça uma pesquisa de preços online

Os sites de pesquisa de preço online também podem ser grandes aliados na hora de planejar e fazer suas compras, sejam elas online ou em lojas físicas. Porém, é interessante ressaltar que em alguns casos o preço do produto online é mais barato que o preço na mesma loja física. Por isso, nem sempre o valor do produto na loja online e na loja física será o mesmo.
Alguns dos sites para comparar preços de produtos no Brasil que podem ser muito úteis para você nas compras de fim de ano são: Buscapé, Bondfaro, Shopping UOL e JáCotei.

5 – Prefira lojas que oferecem frete gratuito

Esta dica é especialmente útil para quem tem parentes e amigos que moram longe e que você deseja presentear mesmo assim. Aproveitar as promoções de frete grátis pode te poupar muito dinheiro nesta época de Natal.
Imagine ter que pagar frete de cinco produtos, cada um com um frete de quinze Reais. Isso já daria o valor de setenta e cinco Reais, o qual você pode muito bem aplicar em outra coisa, poupar ou comprar outro presente. Então, fique atenta à essas promoções.
Em alguns casos, os preços de produto em uma loja são mais baratos que em outra, mas os valores de frete muito caros. Então esse fator deve ser levado em consideração também na hora de fazer os seus cálculos.

E boas compras !!!

Beijos


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quando comprar é uma doença


Bom dia meninas!!

Hoje eu trouxe uma matéria que retirei da Veja, a mídia pelo visto vai tratar novamente desse assunto na novela das nove.
E eu já me senti assim, comprando coisas por comprar. Coisas que nunca usei... isso já faz tempo, mas confesso que é muito ruim !!
Graças a minha mãe que me ajudou muito, na época eu nem namorava ainda eu percebi a tempo o mal que estava causando a mim mesma.

Então amiga se você tem coisas no seu armário com etiqueta e que nem lembra que comprou te convido a ler a matéria abaixo:


Comprar, comprar e comprar
Gastos compulsivos podem ser uma doença
que afeta entre 2% e 8% das pessoas.
De cada cinco pacientes, quatro são mulheres

Gisela Sekeff

Fotos Lailson Santos
A decoradora Lygia Camargo: mentiras para justificar o tempo olhando vitrines

A dona-de-casa Silvia Bonfiglioli, de 42 anos, tem mais de 130 pares de sapatos – contando só os italianos – e gavetas e gavetas repletas de produtos de maquiagem. Não satisfeita, vai ao shopping center mais sofisticado de São Paulo todos os dias e nunca sai de lá sem uma sacola na mão, geralmente com sapato e maquiagem dentro. É conhecida na área como "A rainha do Iguatemi". "Lá é minha segunda casa", afirma. Há pouco tempo, o marido cancelou seus cartões de crédito e talões de cheques. Mas ela se vira. "Tenho crédito na maioria das lojas. Não volto para casa sem uma comprinha", conta Silvia, que tem sabidamente um problema patológico. Ela sofre do que os psiquiatras chamam de oneomania, um transtorno descrito como doença na década passada. "A pessoa é incapaz de controlar o impulso de comprar", resume Tatiana Filomensky, psicóloga especialista em terapias cognitivas. Estima-se que entre 2% e 8% da população mundial sofra desse mal, que coloca em risco não só a conta bancária mas também a estabilidade familiar. Quatro em cada cinco viciados em compras – ou shopaholics, como se convencionou chamá-los nos Estados Unidos e aqui – são mulheres.
Assim como o álcool, a nicotina e a cocaína, o ato de comprar dá prazer e, por isso, pode viciar. Silvia faz terapia há doze anos e toma antidepressivos para controlar o consumo compulsivo. Como outros shopaholics, ela compra muito, mas nunca se sente saciada. O que excita é o ato de comprar, e não o objeto comprado. "A pessoa tem vontade de adquirir, não de possuir. Compra para aliviar a ansiedade", afirma a psiquiatra Kátia Oddone Del Porto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Muitas vezes, basta sair da loja para se sentir arrependida e culpada." Outra característica típica do consumidor compulsivo é comprar sempre um determinado tipo de objeto, mesmo sem ter a idéia de colecionar. Em alguns casos, o doente até esquece que andou comprando freneticamente, como um alcoólatra que, na ressaca, não se lembra do que fez no dia anterior. Rosana Salvoni, gerente de uma loja Rosa Chá, conta que, há dois anos, uma cliente adquiriu seis biquínis de uma vez. Pagou mais de 2 000 reais e pediu que a vendedora guardasse a sacola enquanto ia cortar o cabelo – e nunca mais apareceu no estabelecimento. "Sua sacola está até hoje guardada", diz a gerente. Esquecer ou esconder a compra é um mecanismo recorrente usado pelos compulsivos para não encarar o problema.

A vendedora Isis de Almeida: gastadora recuperada
A pessoa que não consegue se controlar dentro de uma loja, em geral, tem outros problemas psicológicos, como ansiedade e pouca auto-estima. Entre 60% e 70% das mulheres com compulsão por compras apresentam sintomas depressivos. O tratamento pode ser terapia e antidepressivos, ou a combinação das duas coisas. Pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia, deram antidepressivo durante sete semanas a 24 pacientes com o problema. A maioria era compulsiva havia pelo menos dez anos e sofria pessoal ou financeiramente por causa do problema. Um deles possuía 55 máquinas fotográficas. O remédio reduziu a compulsão em dois terços dos pacientes. A maior dificuldade do tratamento é que, em geral, ele começa tarde. Em média, demora dez anos para uma pessoa perceber que seu comportamento pode ser doentio. A decoradora Lygia Camargo, 26 anos, é incapaz de sair para comprar qualquer coisa e não voltar com várias sacolas. Ela esconde do namorado suas aquisições, tem mania de trocar o que compra e comete excessos como levar duas bolsas Louis Vuitton de uma só vez. "Sinto vergonha de sair da loja sem uma sacola e nunca pergunto o preço", conta. "Já até pensei em procurar terapia, mas acaba faltando tempo", diz a moça, que muitas vezes chega atrasada a compromissos porque fica olhando vitrines ou comprando. "Nesses casos digo sempre que me atrasei no médico." A vendedora paulista Isis de Almeida, 22, identifica rapidamente uma compradora compulsiva e sabe o que fazer para fisgar o cartão de crédito. "Eu já fui compulsiva, já gastei 10 000 reais num dia e precisei pegar empréstimo no banco para pagar os juros do cartão. Hoje não gasto mais do que posso pagar e falo para as minhas clientes o que eu adorava ouvir quando eu era a cliente", diz.
 
"Estourei três cartões e quase não me caso"
"Na primeira vez em que fui à Europa com meu marido, estourei o limite de três cartões de crédito, algo como 25000 dólares. Éramos namorados e por causa disso quase não nos casamos. Hoje, não tenho mais cartão, celular nem talão de cheques, porque sei que não consigo me controlar. Já recebi inúmeras cartas de advogados com alertas como 'entre em contato em 48 horas' e acordei com telefonemas ameaçadores de cobradores. Sou uma devedora compulsiva, mas não sinto culpa. Não sou deprimida e nunca pensei em me matar por causa das dívidas. Mas quase perdi meu marido e briguei com minha família. Até que decidi resolver o problema com os instrumentos que tinha: meu salário e informação. Por ironia do destino, eu me especializei em jornalismo financeiro. Sempre repito: se até eu consegui, qualquer um consegue. Nunca compro logo que vejo o que quero e adotei a prática do pague a você primeiro: uma fatia dos meus rendimentos vai religiosamente para minha aplicação financeira."
Mara Luquet é jornalista. Atualmente é colunista de finanças do jornal Valor Econômico, da rádio CBN e da TV Cultura. Escreveu o livro Tristezas Não Pagam Dívidas (Editora Letras & Lucros), em que conta o drama de ser uma compradora compulsiva e ensina como colocar as contas em dia

Beijos !!!


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dicas para usar melhor seu 13º salário

Bom dia meninas!!

Hoje já é dia 26 de novembro e quem ainda não recebeu a 1ª parcela do 13º (Eu !!) , já deve estar ansiosa a espera desse dinheirinho mais que bem vindo.
Mas se não soubermos o que fazer com ele, ele mal entra e já vai embora não é mesmo??

Então vamos ler algumas dicas legais de como gastar e investir ??



Dezembro é mês de 13º salário. Com esse dinheiro a mais em sua conta, você pode pagar as dívidas e poupar, para entrar tranquila no novo ano. Planeje 2013 com algumas dicas. Se você é:

Controlada
Está traumatizada com dívidas e neste ano se comportou direitinho? Usou com cautela o salário e conseguiu até guardar um dinheirinho? Parabéns! Aproveite a folga de dinheiro e divida seu 13º salário em três partes:

1ª parte: Use para quitar as próximas dívidas. No começo do ano tem muita coisa para pagar: IPVA, IPTU, material escolar e matrícula da escola...

2ª parte: Gaste com as contas do final do ano: presentes e ceia custam caro! Procure as alternativas mais baratas. A partir de novembro, os preços disparam.

3ª parte: Poupe para a aposentadoria, para ter uma reserva quando decidir parar de trabalhar.


Investidora
Você já está esperta com o salário e é organizada com o que investe. Então, sem estresse, programe o seu 2013. Para aplicar seu dinheiro de maneira segura responda às três perguntas abaixo:

· Vai usar o dinheiro em até seis meses? Se sim, coloque na poupança.

· Vai usar no final do ano que vem? Invista em Tesouro Direto comprando títulos do governo. Eles podem ser adquiridos em corretoras de valores, um investimento ainda menos arriscado do que investir em uma caderneta de poupança. Importante: tire todas as dúvidas antes de assinar qualquer coisa.

· Vai usar apenas em 10 anos? Compre ações mais agressivas, adquiridas também em uma boa corretora de valores.

Endividada
· Segundo pesquisa feita pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), 3 em cada 5 pessoas usarão o dinheiro extra do final de ano para pagar o máximo possível das dívidas feitas.

· Renegocie os valores para quitar as dívidas em crediários, cheque especial e cartão de crédito! "Os juros cobrados são muito altos", afirma Mauro Calil, educador financeiro e autor do livro A Receita do Bolo.

· Lembre-se de fazer isso tão logo o dinheiro caia na conta. Para se "vacinar" contra futuras dívidas, evite fazer pagamentos parcelados: prefira poupar para comprar com desconto, em vez de gastar picadinho, mas com juros.

E vocês já decidiram o que fazer com o de vocês??
Aqui em casa o do maridão vai para terminar o telhado da garagem e da sala.
O meu fica para pagar os IPVA, Seguro dos carros e IPTU da casa.
O que sobrar de ambos(Se sobrar, rsrrs) vai para nossa poupança do futuro.

Só não vale gastar tudo de uma vez e entrar o ano no vermelho né?!?!

Beijos, boa semana!!




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Quanto custa criar um filho??

Olá!!

Desde que resolvi que quero entrar para esse mundo da maternidade já me fiz essa pergunta várias vezes, por horas também já ouvi muita gente falando: Não quero filho agora, porque custa caro... (Tá abomino esse pensamento).

Fazer essa pergunta pode soar como algo frio, mas deve ser pensado, já que a criança precisará de cuidados, roupas, médico, entre tantas outras coisas que eu ainda nem sei ...

E nesse mundo consumista que vivemos e com tantas necessidades digitei essa pergunta no Google (adoooroo) , e me deparei com essa matéria do site da Revista Claudia.




A gravidez é uma fase de muitas expectativas e inúmeras questões passam pela sua cabeça, desde as que serão respondidas dentro de meses, como a curiosidade em saber como será o rostinho do bebê, até outras ligadas a um futuro mais distante, como as condições para bancar uma boa educação ou o dia em que ele arrumar a primeira namorada. A maioria dessas reflexões é mero exercício de futurologia, mas a resposta para uma delas, pelo menos, você pode começar a construir desde já: as condições financeiras para criar seu rebento até que ele se vire sozinho. Quanto antes iniciar seu planejamento, melhor. Um filho representa uma despesa adicional considerável no orçamento de um casal. Cálculos do consultor Marcos Silvestre, coordenador-executivo do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe), de São Paulo, mostram que uma família de classe média, com renda familiar ao redor de 4 mil reais mensais, deve gastar algo em torno de 250 mil reais até os 23 anos, ou do nascimento até o término da faculdade. É assustador, não? Mas considere que essa é a soma de gastos de mais de 20 anos e não um dinheiro que você terá de desembolsar de uma vez. Boa parte desse montante - provavelmente a maior parcela - deverá vir da acomodação do seu orçamento às novas necessidades, redefinindo prioridades e substituindo algumas despesas atuais por outras que irão surgir. Os consultores em finanças recomendam especialmente a preparação de uma reserva para o momento em que os custos serão maiores e mais concentrados, que é o período correspondente ao da faculdade. Para ajudar a elaborar sua programação financeira, acompanhe o detalhamento dos gastos e dicas dos especialistas.
Antes de o bebê nascer Toda a preparação para seu bebê chegar deve consumir no mínimo 3 mil reais, de acordo com os resultados da segunda etapa do estudo do Cefipe, que está em fase de conclusão. As contas incluem a montagem do quarto - berço, cômoda, poltrona de amamentação, cama para acompanhante e decoração -; a compra de equipamentos como carrinho, banheira, cadeirão etc.; e o enxoval, considerando, além das roupas, mamadeira, chupeta e outros utensílios. É claro que o valor total vai variar em função da qualidade e variedade de artigos que você escolher.Segundo o levantamento, pode chegar até 30 mil reais se a família optar por um enxoval de grife, produtos importados e outros luxos. Por isso, é importante segurar a ansiedade na hora das compras. "É normal os pais quererem o melhor para os filhos, mas têm de manter a cabeça fria e avaliar se pagar mais por determinado produto realmente é necessário ou se o benefício adicional compensa a diferença de preço", observa Marcos Silvestre. "Também vale pedir emprestados itens, desde que em bom estado, de parentes e amigos que tenham tido bebê recentemente, porque esses objetos serão usados por pouco tempo. Logo o bebê crescerá e não precisará mais do cadeirão, por exemplo."
Até os 18 anos
Agora o bebê nasceu e você entra no mundo das fraldas, um dos maiores gastos dessa fase. Até os 6 meses de vida, se estiver amamentando, você não terá de se preocupar com comida: o leite materno deve ser o único alimento, o que, além de ideal para o bebê, é supereconômico para a família. Se for complementar com leite artificial, prepare o bolso - ele pode ficar indigesto para o orçamento. Além da alimentação, haverá despesas com reposição do enxoval, à medida que a criança vai crescendo, e visitas ao pediatra. Caso o médico pertença ao plano de saúde, as contas inicialmente serão um pouco mais leves. A economia, no entanto, não dura muito, porque geralmente os pais trabalham fora e será preciso contratar uma babá ou optar por um berçário. É por essa razão que a pesquisa do Cefipe não faz diferenciação nos custos mensais até os 18 anos, que, para uma família de classe média, fica ao redor de 750 reais. "Os gastos vão sendo substituídos, mas não há muita variação", observa Silvestre. "Um berçário pode custar tanto quanto uma mensalidade escolar e, se uma hora cessam os gastos com fraldas, aumentam outras despesas." No valor mensal de 750 reais estão incluídos gastos diretos com a criança, como educação e vestuário, e os indiretos, que compõem despesas gerais da família, como alimentação e plano de saúde, por exemplo. "A educação ocupa sozinha 50% desse total, levando em conta a escolha de uma boa escola de bairro", explica o consultor. Se você optar por um colégio de renome, de mensalidade mais alta, a projeção mensal pode crescer significativamente.
Dos 18 aos 23 anos
É nesse período que a situação fica mais apertada. De acordo com os cálculos de Silvestre, por causa da faculdade, dos custos mais elevados com gasolina - é comum o jovem usar um dos carros da família se não tiver o dele - e da atividade social mais intensa, o gasto mensal com o herdeiro dobra para algo que pode chegar facilmente a 1,5 mil reais. Por esse motivo, é para essa fase que se recomenda a preparação de uma reserva financeira. O segredo para tudo dar certo é começar cedo. Quer ver só? Para custear totalmente a universidade, você deverá reunir algo próximo de 40 mil reais, considerando uma mensalidade ao redor de 800 reais e um curso com duração de quatro anos.Se iniciar uma aplicação financeira assim que o bebê nascer, em um fundo de renda fixa conservador, por exemplo, que pague juros reais de 0,2% ao mês (sem contar a reposição da inflação), precisará aplicar mensalmente, em valores atuais, 148,20 reais. Assim, chegará aos 40 mil reais quando seu filho completar 18 anos. Se iniciar o investimento quando a criança tiver 2 anos, o valor empregado deve aumentar um pouco, para 171,09 reais. Se você achou muito, outra opção é reservar ao menos uma parte disso - que já será de boa ajuda no futuro. Aplicando, por exemplo, 50 reais por mês a partir do nascimento, você terá cerca de 13,5 mil reais 18 anos depois.
Onde investir
Qual a aplicação mais indicada para esperar tanto tempo? Existe uma lógica em finanças segundo a qual de quanto mais tempo você dispõe, mais pode aumentar suas possibilidades de ganho com investimentos de maior risco. No entanto, apesar de contar com um prazo bastante longo - de 18 a 20 anos -, essa regra não é totalmente aplicável quando o que está em jogo é a educação dos filhos. Os especialistas recomendam aplicações conservadoras ou no máximo que conjuguem as duas fórmulas, destinando uma parcela menor para investimentos mais arriscados, como fundos de ações. "Mas não deve ser mais de 20%", observa o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do livro Dinheiro - Os Segredos de Quem Tem (Editora Gente). "Não se trata de uma reserva apenas, há um objetivo bem claro para o futuro e colocar esse recurso em risco não é um bom negócio." Mas isso também não significa que você deva se restringir à caderneta de poupança. "Há alternativas mais rentáveis e praticamente tão seguras quanto", ressalta Cerbasi.Quais são elas? "Fundos de renda fixa conservadores, CDBs de grandes bancos e títulos do governo, que podem ser adquiridos a partir de 200 reais pelo Tesouro Direto." O importante é manter a disciplina de fazer os aportes mensais para que sua reserva cresça da maneira planejada. Vale ainda uma dica que na maioria das vezes a gente não leva em consideração: "A cada seis meses, corrija o valor que você aplica mensalmente pela inflação - ao longo de 18 anos fará diferença". Outra opção, válida principalmente para quem não quer se preocupar em acompanhar passo a passo o investimento - como o prazo é muito longo, pode ser recomendável mudar de aplicação ao longo do caminho -, são os planos voltados para a educação dos filhos oferecidos pelos bancos. Eles nada mais são do que planos de previdência, tipo PGBL ou VGBL, mas que prevêem um resgate mais cedo do que aconteceria na aposentaria, geralmente programado para o período da faculdade. Há opções para todos os bolsos, com aplicações mínimas a partir de 40, 50 reais. Ao final do período contratado, você pode escolher entre retirar tudo de uma vez ou receber o valor dividido em parcelas mensais. No site dos bancos você encontra simuladores que permitem projetar quanto receberá no futuro, de acordo com diferentes valores mensais de aplicação.
Importante, mas não intocável
Seja qual for o investimento que você escolher, lembre-se de que essa reserva é importante, mas não intocável. Em situações de emergência, em que esteja em jogo o bem-estar da sua família, ela pode - e deve - ser usada. "Não tem cabimento detonar o patrimônio familiar e deixar intacta a poupança do Júnior", destaca a consultora Cássia D'Aquino, especializada em educação financeira. O mesmo raciocínio vale para a decisão de quanto aplicar mensalmente. "Quando o bebê nasce, é tão milagroso que tenha acontecido que a tentação é desviar a atenção de tudo o mais para a criança", comenta. "Mas é necessário bom senso e trabalhar com o orçamento que você tem." Outra recomendação fundamental: cuidado com as expectativas. Pode ser que, ao terminar o ensino médio, seu filho adolescente diga que não tem a menor intenção de fazer a faculdade que você sonhou para ele. "É importante que os pais entendam essa poupança como uma reserva que dará apoio ao filho no início da vida adulta, seja para ajudar no período universitário, na abertura de um negócio próprio, na compra do primeiro imóvel ou no que mais combinarem", ressalta Cássia. Também não se desespere se o seu orçamento não permite juntar a provisão que você gostaria de oferecer quando seu jovem tiver 18 ou 20 anos. "Mais do que tudo, a gente deve prover os filhos de educação e afeto para que, lá na frente, eles tenham condições de caminhar sozinhos."

Achei super interessante a forma como o assunto foi abordado, especialmente em como investir para dar um bom futuro ao filho, que acredito ser a maior preocupação dos pais hoje em dia.
Meu pai sempre depositou na caderneta de poupança mesmo, e confesso que esse $$ me ajudou a bancar os 3 primeiros meses de faculdade, quando ainda estava desempregada e posteriormente foi a grana que me ajudou a comprar meu primeiro carro. Quero poder fazer isso também quando for mãe !!
Beijos

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Saindo do Vermelho investindo na bolsa de valores.

Bom dia !!

Meninas resolvi tratar desse assunto depois de ler sobre na revista gloss desse mês.
Sabe que quando deixei de assinar a Nova não botava muita fé na Gloss, mas apesar de ser meio teen, tem umas matérias bem legais e moda acessível, mas não é pra isso que estou aqui hoje né?!?!

Como não encontrei no site a matéria, acredito que por ser da edição nova, resolvi procurar em outras fontes algumas informações.
Foi então que me deparei com essa matéria, que conta a história de uma mulher que tinha uma dívida de 7 mil no cartão e foi aprender sobre economia e através de seus investimentos conseguiu muito mais do que pagar suas dívidas.

Fonte da matéria: Site M de mulher



Confira: 

Endividada, li sobre os investimentos e vi que as ações podiam render mais que a poupança


Há oito anos, eu devia R$ 7 mil no cartão de crédito. Era mais de três vezes o meu salário. Eu gastava sem controle, especialmente em roupas e sapatos. Os juros tornaram a dívida impagável. Ao renegociá-la, recomendaram que eu aprendesse a gastar direito. 

Comprei livros de finanças e vi que os juros, apesar de odiados por quem paga, aumentam os lucros de quem poupa. Fui aprender a fazer investimentos. 

Aí, descobri as ações da bolsa de valores. Fiquei maravilhada ao saber que elas são uma pequena fração de uma empresa. Ao comprá-las, o acionista se torna um pequeno proprietário e recebe os lucros dessa empresa. Entendi que o valor da ação muda a cada instante porque depende da avaliação dos investidores sobre os rendimentos dessa empresa no futuro. Quando acham que o lucro vai aumentar, as ações sobem, e vice-versa. Mais interessante foi saber que qualquer pessoa pode comprar uma ação. 

Nessa época, em 2002, acreditavam que o lucro das empresas brasileiras fosse acabar por causa da eleição do presidente Lula. Esse medo barateou demais as ações, mas eu não tinha um centavo para aproveitar as pechinchas. Prometi quitar as dívidas para poder investir. 

Em abril de 2007, já tinha pago parte das minhas dívidas. Apesar de ler tudo sobre a bolsa, ainda tinha medo de investir errado e me endividar de novo. Mas resolvi arriscar. 

Procure uma corretora antes de começar a negociar 

Antes de investir na bolsa, abra uma conta em uma corretora, instituição financeira que compra as ações. Esses negócios são feitos por telefone ou site da corretora. 

Quando uma ação é vendida, são as corretoras que pagam o investidor. Para isso, elas cobram taxas para comprar e vender ações e para guardar o dinheiro em segurança. Bancos também têm corretoras, mas prefiro investir com quem trabalha só com ações, porque pago taxas menores pelas transações. 

Todas as corretoras estão no site da Bovespa. 


Compro e vendo ações no computador 

Liguei para uma corretora onde eu já tinha uma conta e consegui bons descontos nas taxas. Fechei o negócio no meu computador, por meio do site da corretora. É o que chamam de ''home broker''. Até hoje, é nesse site que vejo o preço das ações e como vão os investimentos. 

Transformei R$ 350 em R$ 600 após 1 ano 

Com R$ 350, comprei ações da Petrobras e Vale. Aprendi nos cursos que empresas grandes como essas despertam mais interesse dos investidores e suas ações são mais fáceis de negociar. Por isso são indicadas para iniciantes. E é fácil acompanhar o desempenho delas. Eu via só pela TV. Conferia meus lucros uma vez ao mês, no extrato da corretora. 

E eles estavam ótimos! Um ano depois, eu estava com R$ 600! Se eu tivesse investido em poupança, teria só R$ 370. Ganhei 12 vezes mais! Usei a grana para pagar a última dívida do cartão, mas queria investir de novo. 

É preciso ter calma e investir por anos 

Aí, veio a crise econômica nos Estados Unidos, em setembro de 2008, que assustou os investidores por causa da queda nos lucros das empresas de todo o mundo. As ações ficaram muito baratas de novo. Como eu já tinha visto a recuperação da bolsa após uma crise, fui às compras. Em novembro de 2008, usei R$ 2 mil do 13º salário para comprar ações da Petrobras. Hoje elas valem R$ 3.500. Na poupança, esses R$ 2 mil seriam R$ 2.100. 

Depois, comprei ações de outras sete empresas que valem hoje o dobro do investimento. Sei que essa é uma riqueza que pode desaparecer a qualquer momento, se houver outra crise. Por isso, sigo uma dica das palestras que frequentei para conhecer o mercado de ações: a bolsa é um investimento de retorno para mais de cinco anos. Só assim posso acompanhar o crescimento de uma empresa e usufruir dos lucros dela. 

As mulheres se dão bem nesse aspecto: somos mais cautelosas e suportamos perdas financeiras rápidas. Mesmo assim, evito ficar muito tempo ligada no site onde confiro meus investimentos. Faço isso uma vez por dia. Nos fins de semana, planejo minhas compras futuras. 

A bolsa garantiu minha estabilidade atual. No futuro, quero montar um clube de investimento, uma reunião de pessoas que compram as mesmas ações por um período pré-determinado e dividem as taxas e os lucros dessas ações. Para isso, é preciso pedir autorização para a bolsa e ter a supervisão de uma corretora. Vou me aposentar com a renda dos investimentos nas ações.

Meninas não sei vocês mas eu adoro ler essas histórias de mulheres que fazem acontecer, então se você está passando por uma crise financeira que tal estudar um pouco sobre o assunto??

Beijos e boa semana!!





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Quanto custa casar?

Bom dia!!

Está aí um assunto um tanto polêmico e que varia muito do lugar no qual você mora.
Vou citar minha cidade Porto Ferreira(interior de SP) , aqui é possível alugar salões de 300,00 a 3.000,00 , barato perto do que é cobrado em cidades grandes, porem lembro bem que na época dos meus preparativos enquanto todas pagavam 1,00 num bem casado aqui não saía por menos de 3,00 a unidade e no papel simples.

Mas para quem tem muitas dúvidas sobre o assunto, achei essa planilha bem interessante:

A CONTA DO CASÓRIO
Quanto custa, em média, uma cerimônia simples, convencional
e uma sofisticada*
PREPARAÇÃO PARA 200 CONVIDADOS
CASAMENTO SIMPLESConvencionalSofisticada
CONVITES
(200 unidades)
R$ 360R$ 600R$ 2.000
VESTIDO DE NOIVAR$ 600
(alugado)
R$ 2.500
(primeiro aluguel)
R$ 7.000
(estilista)
ROUPA DO NOIVOR$ 200 
(alugado)
R$ 650(primeiro aluguel)R$ 950(estilista)
ROUPA DAS DAMAS DE HONRAR$ 120 
(alugado)
R$ 350(primeiro aluguel)R$ 350(estilista)
ALIANÇAS DE CASAMENTO(par)R$ 200 
(alugado)
R$ 650(primeiro aluguel)R$ 950(estilista)
CERIMÔNIA
CASAMENTO SIMPLESConvencionalSofisticada
IGREJAR$ 400R$ 700R$ 3.000
DECORAÇÃO
DA IGREJA
R$ 1.000R$ 2.000
R$ 3.500
ALUGUEL
DO CARRO
R$ 200R$ 350R$ 600
CASAMENTO CIVIL***R$ 245 
(cartório)
R$ 245(cartório)R$ 730 
(em casa ou bufê)
FESTAS
CASAMENTO SIMPLESConvencionalSofisticada
BUFÊ
(aluguel do salão)
R$ 1.200R$ 2.100R$ 3.500
DECORAÇÃOR$ 1.500R$ 3.000
R$ 8.000
BOLO E DOCESR$ 2.350R$ 2.700R$ 3.350
MÚSICA DA FESTAR$ 650 
(dj)
R$ 850(dj)R$ 6.000(orquestra)
FOTO E VÍDEOR$ 1.700R$ 3.000R$ 10.000(fotojornalista)
modelo SIMPLESConvencionalSofisticada
NOITE DE NÚPCIASR$ 235(flat)R$ 600(apartamento)R$ 1.700(suite master)
LUA-DE-MEL**R$ 5.100 (7 noites em Natal)R$ 7.400 
(7 noites em Cancún) 

R$ 9.300(9 noites no Taiti)
TOTAL (em R$)
SimplesConvencionalSofisticada
16.64028.84564.630


Pelas minhas contas o que gastei no meu casamento foi em torno do Convencional.
Mas atenção aí não tem alguns itens como dia da Noiva e lembrancinhas que não fica nada barato.
Fora as nossas frescuras de noiva, portanto acho legal ponderar o que mais queremos, no meu caso eu fiz questão do melhor álbum de fotos o que me custou bem mais que os 3.000,00 dessa planilha!!

Organização, pesquisa e planejamento são tudo nessa hora!!

Beijos

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Previdência privada: as vantagens

Olá!!

Disse que essa semana voltava e vim trazer esse tema pq aqui em casa estamos estudando a possibilidade de fazer uma previdência privada.
Estamos estudando as propostas dos dois bancos que trabalhamos para avaliar a que melhor se encaixa ao nosso perfil.

Mas e você sabe oque é?

Como também não saberia explicar, pesquisei o melhor texto explicativo na net e encontrei esse no site do Terra.
Vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto?




O sistema de previdência nacional foi pensado para dar garantias mínimas de vida às pessoas quando se aposentam. Assim, a possibilidade de renda futura que pode proporcionar ao segurado é limitada por um teto. Para quem pretende complementar a aposentadoria pelo sistema público com uma renda extra, uma das opções é fazer um plano de previdência privada.
O principal atrativo da previdência privada é a possibilidade de pagar menos imposto para acumular um valor maior no futuro. Existem dois tipos de planos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).
O benefício fiscal dos planos do tipo PGBL se dá por meio da dedução anual do valor investido no plano de previdência, até o limite de 12% da renda bruta anual. "Mas para fazer a dedução, é preciso fazer a declaração completa do Imposto de Renda (IR), em vez da versão simplificada, que dá direito a desconto padrão de 20%", explica o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Renato Russo.
Por exemplo, se uma pessoa ganhou R$ 60 mil em rendimentos tributáveis durante um ano, poderá abater até R$ 7,2 mil disso, caso o valor tenha sido investido ao longo do ano em um plano de previdência privada. Isso quer dizer que o imposto de renda devido será calculado sobre R$ 52,8 mil.
"Essa pessoa irá pagar imposto apenas quando do resgate, sobre o montante geral. Esse é um benefício relevante porque a pessoa pode capitalizar esses recursos e construir uma poupança maior", afirma Russo.
Já para quem faz a declaração do IR de forma simplificada ou recebe dividendos e outros rendimentos não tributáveis, o tipo de previdência privada mais adequado é o VGBL. Neste caso, a pessoa não pode descontar o valor investido do IR anualmente, mas também só pagará tributos sobre o rendimento da aplicação em previdência privada, em vez de sobre o valor total, como acontece com o PGBL. A cobrança de imposto se dá apenas no momento do resgate do plano.
"Este plano (de previdência) é indicado para profissionais liberais, para quem quer aplicar além dos 12% da renda bruta ou ainda para quem quer deixar o dinheiro como herança", explica o diretor executivo da Nunes & Grossi Seguros, Keyton Pedreira.
Para quem faz um plano de previdência pensando em deixar os recursos para os descendentes ou cônjuges após a morte, o VGBL é a opção indicada porque apenas a rentabilidade será tributada pelo IR. Assim, o beneficiário receberá um montante maior do que se a aplicação for um plano de previdência do tipo PGBL, em que o IR será cobrado sobre todo o valor do plano.
Os planos de previdência não entram em inventários, não pagam Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCMD) e por isso devem ser avaliados no planejamento financeiro para sucessão.
Tabela de cobrança do imposto
Ao contratar um plano previdenciário, o investidor terá duas opções a escolher no que diz respeito à forma de tributação: a Tabela Progressiva ou a Tabela Regressiva do IR.
A Tabela Progressiva geralmente é recomendada a quem irá receber de aposentadoria um valor abaixo do limite de isenção do IR, segundo Pedreira. Em regra geral, quando a renda total (INSS + Previdência Privada + outros rendimentos) projetada for menor que a primeira faixa de retenção de IR na fonte (atualmente esse valor é de R$ 1.499,15 ao mês), o ideal é optar pela progressividade. É possível tentar prever qual será o valor a receber no futuro por meio de simulações.
Já segundo as regras da chamada Tabela Regressiva, o percentual de imposto cobrado diminui a cada dois anos - podendo passar de 35% a 10% em um prazo de dez anos.
A Tabela Regressiva é mais indicada para quem pretende ficar no plano de previdência por mais de 15 anos (somando prazo de acumulação mais recebimento da aposentadoria), mas também quando a renda mensal projetada for consideravelmente maior do que o limite de isenção do IR (lembrando que, atualmente, esse limite é de R$ 1.499,15. A partir daí, os rendimentos começam a ser descontados por IR de 7,5% até 27,5%), afirma Pedreira.
O cálculo não é exato e varia de caso a caso, mas se a pessoa acumular por mais de 10 anos em um plano de previdência, a tabela regressiva será a mais indicada.
Taxas
Duas taxas são cobradas pelas gestoras de fundos de previdência privada: a taxa de Carregamento e a Taxa de Gestão Financeira.
A Taxa de Carregamento, cobrada para pagar o custo da operação, recai sobre os valores aplicados, ou seja, é cobrada a cada depósito e varia de zero a 2%, de acordo com a Fenaprevi. As seguradoras e bancos cobram taxas menores quanto maiores forem os aportes.
Já a taxa de gestão financeira ou administrativa incide sobre todo o capital aplicado, é cobrada anualmente e o percentual varia de seguradora para seguradora. "Hoje, o mercado pratica taxas de administração que variam de 1,5% a 2,5%, mas pode ser mais baixa do que a média, a depender do montante investido", explica Russo, da Fenaprevi.
Para Pedreira, da Nunes & Grossi Seguros, o investidor deve preferir uma taxa de gestão financeira baixa a uma Taxa de Carregamento pequena.
Risco
Assim como qualquer investimento futuro, apostar em previdência privada implica em riscos, mesmo que baixos. O primeiro deles diz respeito ao risco de baixa rentabilidade. Há planos de previdência privada que aplicam em renda fixa, mais segura, e outros em renda variável, mais arriscada, mas que pode trazer retornos melhores. "Tudo dependerá de seu perfil, seu nível de aversão ao risco e de sua idade", avalia Pedreira.
"A característica de risco do plano deve ser adequada à idade do investidor, ao prazo para construir o montante que se pretende. A pessoa deve correr mais risco quanto maior for o prazo de acumulação. Os investimentos de risco dão maior retorno, mas para quem tem pequeno prazo, não faz muito sentido, porque pode comprometer os objetivos", lembra Russo, da Fenaprevi.
Outro risco está relacionado à possibilidade de falência das entidades de previdência. Este risco existe, mas, para evitar perder o investimento de toda uma vida, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão governamental, fiscaliza e normatiza o mercado. Ainda, em caso de "quebra", as entidades de previdência são liquidadas extrajudicialmente, ou seja, com acompanhamento pelo governo. De qualquer forma, faz-se necessário uma pesquisa da solidez da entidade/seguradora.
Renda futura
Definir o valor que será destinado à previdência privada periodicamente é um ponto crítico para se fazer um bom plano. É preciso definir uma idade para se aposentar; projetar a necessidade de renda mensal nessa fase da vida; estimar quantos anos vai viver; quantos anos de aportes; estimar uma rentabilidade e então chegar ao valor que deverá ser comprometido mensalmente para alcançar o objetivo.
Em geral, um aposentado consegue manter o mesmo padrão de vida se receber 70% da renda atual, já tendo adquirido casa própria e criado os filhos, segundo levantamento da Fenaprevi. Mas há outras variáveis, como o sexo, explica o advogado especialista em direito tributário, Léo Meirelles do Amaral. "No Brasil, as mulheres vivem mais do que os homens, então é provável que elas tenham de fazer uma contribuição maior para o fundo de previdência", diz.
No entanto, o fator mais importante é o tempo de contribuição. Pedreira explica que, para um investidor de 20 anos receber um salário igual ao que recebe hoje quando tiver 60 anos, terá de guardar 10% do salário.
Caso comece a poupar aos 30 anos, será preciso destinar 20% de seu salário para se aposentar com o mesmo rendimento aos 60. E, se o início do investimento na previdência privada for aos 40, o investidor deverá guardar 50% do salário para manter a renda atual depois da aposentadoria.
Formas de resgate
O investidor pode resgatar o valor total ou de forma parcelada, por meio dos resgates programados. As seguradoras, no entanto, trabalham com um período de carência, que varia de 24 a 60 meses, a partir do início da contribuição para que possam ter inicio os resgates. O investidor deverá aguardar esse prazo mínimo antes de começar a ver os recursos esperados. Estar ciente do prazo de carência é importante quando da escolha do plano.
Se você tiver conseguido juntar R$ 200 mil e um rendimento de 1% ao mês, poderá sacar R$ 2 mil mensalmente sem diminuir o saldo de sua previdência. "Se a pessoa é disciplinada, e sabe o quanto retirar, tudo bem. Mas, se resgata mais, começa a reduzir a cartela da sua renda e pode acabar o dinheiro", afirma Pedreira.
Para evitar este tipo de problema, quando chegar o momento do resgate, o investidor pode optar por fazer um novo contrato com o banco. O banco/seguradora estabelecerá uma taxa de juros diferenciada, levando em conta a estimativa de vida do indivíduo (estabelecida por meio de cálculos, as chamados tábuas atuariais), para que o investidor tenha, em troca, uma renda pré-estabelecida e assegurada.
O investidor pode optar por uma renda temporária, que tem prazo de recebimento pré-estabelecido; renda vitalícia, que será paga enquanto a pessoa estiver viva, mesmo que o valor poupado seja todo consumido, mas que se perderá assim que ela morrer; a renda reversível ao cônjuge, que permite que o valor poupado seja destinado ao marido/mulher no caso de morte do segurado; a renda reversível a cônjuge e filhos, em que o valor poupado é destinado também aos filhos, no caso de morte do segurado; e a renda vitalícia com prazo garantido, que estabelece um limite de tempo para a renda ser repassada para o cônjuge ou filhos, em caso de morte do segurado.
No momento de aperto
Não haverá prejuízo ou perda do valor aplicado se o investidor não puder cumprir com sua meta de depósito. Todo o saldo continuará investido em seu plano de previdência e acumulando rendimentos, contudo, a taxa de administração continuará a ser cobrada.
Quando a pessoa puder retomar os pagamentos, basta solicitar à entidade de previdência a reativação de seu plano. O ideal, para manter a mesma meta de aposentadoria privada, é aportar os valores correspondentes aos meses em que não houve contribuição. Esta recomposição, no entanto, não é obrigatória.
Os especialistas recomendam que os investidores revejam periodicamente os objetivos da previdência privada ao longo da vida, para não terem uma projeção de retorno muito abaixo do necessário para a manutenção do padrão de vida. "Quem faz uma previdência privada quando ainda jovem, faz uma projeção de renda condizente com aquela época da vida. Mais tarde, a situação muda, e é preciso repensar qual o objetivo de rendimento final e quanto deve ser aportado mensalmente", diz Russo.
Rentabilidade
A rentabilidade de planos de previdência variam. Existem os mais agressivos, que investem em renda variável, e alguns menos, que prezam pelo rendimento certo. Além da rentabilidade, a previdência privada tem uma forma de tributação diferenciada e, muitas vezes, é esse benefício que faz a diferença.

Espero ter ajudado a minimizar as dúvidas!!
Beijos